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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A COTA... O GUETO CULTURAL/EDUCACIONAL.

    Como evitar este assunto uma vez que tornou-se a mais nova celeuma dos "intelectuais" de plantão?

     As cotas são o novo "apartheid", são o novo "gueto" mas ao invés de físico é um gueto cultural, é um decreto de falência da educação, e o pior, alguns políticos medíocres, vem a público defender estas medidas verdadeiramente separatistas, como se fosse um meio de inclusão social, cultural.
    Ledo engano...         e cria-se um novo gueto.
    Se não é possível, incutir na cabeça das crianças que não existem diferenças ( aliás em nosso país abençoado por Deuses de todas as crenças, isso já é um tabu vencido), por falta de material humano e didático eficientes, então como sobrevivemos até hoje sem esta... maravilha ideológica?
    As crianças são o reflexo dos pais e do que é pregado, em breve associarão a incapacidade intelectual, com a cor da pele, e isso é inadmissível. Mas é a pedra fundamental do novo "apartheid".
    Porque ao invés de criar "cotas", não investem mais na capacitação e na remuneração dos professores, na educação de base, na educação moral e cívica ( o que foi? Parece muito com um retrocesso? Ou será que seria um choque pregar a moral e civismo novamente?), afinal a escola é o ponto intermediário entre a sociedade real e a criança.

É como dizer as crianças... "A" você e "B" são iguais, mas "B" vai ganhar uma vaga devido à sua etnia. ( ou seja... e a capacidade intelectual como fica? Alguém já parou para pensar que nossas crianças também fazem suas... conjecturas?)

     E tudo gira ao redor da educação... a criança começa em sua micro sociedade a aprender as regras, sua micro sociedade é a família, depois passa para um modelo social mais complexo, a escola, e por fim... chega ao convívio social em sua plenitude.
     Professores preparados, bem remunerados, material didático preferencialmente "não tendencioso" , mas isso certamente vai de encontro à vários interesses.
     
     E então, cria-se este nosso sistema separatista, e no futuro certamente este será questionado, e infelizmente uma nova bandeira irá erguer-se em meio à tantas outras, a da marcha em busca de igualdade. Igualdade que estamos "enterrando", com a desculpa de "reparar erros do passado".

     A que ponto chegamos.

     As cotas segregam... deixam a impressão de que a cor da pele influencia no desempenho intelectual ( o que não é verdade) e o pior, com o aval dos governantes... então vivemos sob o comando de pessoas verdadeiramente "racistas" ou não? Se não há exemplo, se não há esforço real, então como pregar a inclusão social? A resposta é simples...            hipocrisia.
     
      Não investem na base, na educação, na inserção da família no ambiente escolar, nesta integração de dois mundos, de dois tipos de sociedade que precedem a chegada a vida social plena.

      É tempo de realmente acabar com o racismo, e principalmente com o racismo ideológico, se a ideia era inclusão social, creio que começaram pelo lado errado, criando justamente os meios para uma exclusão social, em breve os espaços serão segmentados nas universidades, e sabem o porquê?
     Porque muitos começarão a ver que as quotas são um meio de arrebanhar votos e que por consequência diminuem as chances de quem estudou, de quem preparou-se,de quem lutou por uma vaga à exaustão.
    É um meio de inchar a relação candidato vaga, além disso, quem não viu ainda matérias à respeito em que pessoas nitidamente não enquadradas nas quotas, conseguem a vaga mentindo sobre a sua descendência?

    Num país que vive sob a égide da Lei de Gérson, estamos apenas deixando mais claro que... " o importante é levar vantagem em tudo".

    Mas... a que preço futuramente?

    Eu acredito na capacidade individual de cada um, mas principalmente, na chance que todos podem ter, só depende de vontade política, de coragem... de honestidade administrativa, de um governo que acredite na capacidade de seu povo, e não que o trate como um ser subdesenvolvido.

   Este é o governo que incentiva as cotas.


  Aquele que duvida da capacidade de todos, e conta com isso para governar.

    
      
   


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

CRIANÇAS, AONDE FOI PARAR A INFÂNCIA?

 Quem tem filhos sabe, e quem foi criança em uma época de brincadeiras saudáveis o sabe melhor ainda, não temos mais crianças, e sim mini adultos, presos em sua limitação pela idade , mas libertos para o mundo pela carga de informação nem sempre correta que é despejada por todos os meios sobre estes pequenos.

  Subir em arvores, comer goiaba no pé (quando digo no pé, quero dizer sob ou sobre a goiabeira, afinal muitos mais novos nem sabem o que é isso), andar descalço na terra, nadar, correr, brincar... sempre de imaginação solta, mas brincar como crianças, não como mini adultos.

  Os jogos de computador e video game trazem uma carga de informação e banalização da violência, que podem sim confundir os mais novos, muitos podem achar que até mesmo a menor violência é um tipo de brincadeira, basta ver jogos que incentivam o bulling, roubo de carros, tiroteios, fases do jogo em devem agir como um "cafetão", enfim toda uma sorte de tipos 
condenáveis mas que tornam-se heróis. A faixa etária à qual se destinam estes jogos deveria ser mais vigiada pelos pais, determinados tipos de jogos são verdadeiros deturpadores da realidade para menores, mas o que fazer diante de tal realidade?

   É muito dificil, aliás, praticamente impossível fiscalizar, então a boa e velha conversa, os programas de familia e atividades semelhantes podem amenizar isso, quem sabe? Afinal quem tem filhos sabe que todas as tentativas são validas, assim como achamos que nossos pais erraram em algum ponto em relação a nós, adultos e pais de hoje, nossos filhos também terão esta percepção em relação à maneira como os criamos, somos pais temos que errar mas com uma grande margem de segurança, tentar, errar e aprender... mas sempre com eles.

  Nas ruas e shoppings, meninas recém chegadas a puberdade andam maquiadas como adultos, vestidas como adultos, meninos fumam e bebem, onde estão os pais destas crianças? As ruas estão parecendo um desfile de modas e modismos de crianças que fingem ter atingido uma maturidade que ainda está longe de chegar, e a maturidade destes pais? Porquê não se faz presente?
  Meninas de pouco mais de quinze anos "namorando" homens mais velhos, queimando etapas de sua fase de crescimento e de descobertas, e os meninos então? Buscando impor sua imagem muitas vêzes através de atos de violência.

    " É a erotização e emancipação das crianças atraindo os predadores..."

  Em breve teremos brinquedos novos, mais "lúdicos" como a "Barbie Divórcio" onde a boneca fica com metade do carrinho, da casinha...   e aí? Fora o "Playmobil  Cadeia de Segurança Máxima" talvez para acostumar os jovens de hoje a uma possível realidade amanhã, quem sabe? Sem controle e acompanhamento dos pais... como será o futuro de nossas crianças?

  Malucos, molestadores, assassinos... todos estes sabem que as crianças que fingem ser adultos, estão aí, as soltas nas ruas esperando pela abordagem, e aqui vai um lembrete para os que insistem no bordão "confio na educação que dei ao meu filho", estes indivíduos, estes párias também confiam e contam com isso, com esta confiança nas crianças que são mini adultos.


   Nem mesmo dentro das escolas nossas crianças estão seguras, a escola deixou de ser o segundo lar da criança como o era antigamente, ao menos era assim que muitos a consideravam, agora, facas, armas de fogo, crianças morrem dentro de salas de aula, que exemplo é esse? Será que estes pequenos..."assassinos", imaginam que é um jogo? Que é como um video game? Pena que na vida real ninguém tenha mais de uma vida concordam?

  Pais responsáveis sabem, que não tem o direito de errar em relação a segurança, e nem o direito de dormir antes de ter a certeza de que todos estão em casa, é uma das responsabilidades que vem com a maternidade/paternidade e que nos faz aos poucos entender nossos pais e seus erros, pequemos pelo excesso para não chorarmos depois pela falta.

  Criança tem que conviver com criança, tem que brincar, correr, ser feliz de acordo com as suas possibilidades, não tentando ser um pequeno adulto que admira uma ficção que nunca vai prepará-lo para a vida real, este é um papel dos pais, não da midia, dos amigos...  não entender isso é o maior erro.

  Vamos buscar as crianças dentro dos mini adultos... nunca é tarde para ensinar, nem cedo demais para começar.

  Afinal ninguém morreu de comer bicho de goiaba, pisar na terra...          eu pelo menos ainda estou aqui.

  " Se existem os predadores como citado no texto... é porque existe a demanda positiva por parte de todos os que fecham os olhos para o problema da violência contra estes pequenos..."

    Aos pais de verdade... lembrem-se, professores são educadores no sentido escolar, social... quando falamos em educação que vem de casa, é a que ensina respeito, valores e molda o caráter, e isso é responsabilidade dos pais.